Buenas, patrícios
Após alguns posts aqui no Capando a indiada voltou a se pronunciar, cosa que eu acho buenaça, pois pensava que tinhamos caído no esquecimento por conta da não-atualização do blog. O fato de não termos mais postados tem motivos diversos, que não cabem aqui, mas o retorno é sempre bueno, inda mais quando se percebe que o pessoal continua cruzando por cá as vezes. Seja por motivos terrunhos, como diria o tio Glênio Fagundes, ou por não ter o que fazer mesmo - já que as vezes sai alguma patacoada por aqui que até é motivo de graça. Entonces, continuamos nessa lida. Vez por outra deixamos algum post como regalo. No mais, andamo tocando cavalo.
PS. Quem sabe a tigrada do Capando não se aventura e produz um novo podecastrá?!
Porto Alegre,minguante de junho.
Blogue grosso e taura uma barbaridade. Nele, além de cultura, literatura, música, payadas, vão nossos chasques e peçuelos. Reflexões feitas à beira dum fogo de chão escritas por quatro queras arinconados em Porto Alegre: Maneador, Castrador, Curador e Marcador.
sexta-feira, junho 13, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
Notícia triste
Estou bravo como touro laçado pelas bola! Li agora a pouco na ZH que em SC, mais conhecido Balneário Sul-Riograndense, que uns magrinho espancaram um Gaúcho de Sarandi, aquerenciado por lá, só porque o índio tava pilchado. Barbaridade! Condeno covardias de qualquer tipo, inda mais quando elas se dão por mero preconceito ou ignorância. Uma coisa é achar que nossas idumetárias típicas são "fantasias", outra é desrepeitar e agredir quem as usa. Espero que o qüera sobreviva e bem.
Porto Alegre, nova de maio.
Porto Alegre, nova de maio.
sexta-feira, maio 30, 2008
Dá-lhe frio!
Buenas, patrícios.
Enfim, o frio. Eu andava meio ensimesmado com as previsões de tormenta e neve, mas, embora com atraso, o tal frio chegou. E veio botando com os dois pés nos peito! Alas fresca! Mais uma coisa: a gurizada anda visitando valendo o Capando, mas os comentários, nada.
Porto Alegre, quase nova de maio.
Enfim, o frio. Eu andava meio ensimesmado com as previsões de tormenta e neve, mas, embora com atraso, o tal frio chegou. E veio botando com os dois pés nos peito! Alas fresca! Mais uma coisa: a gurizada anda visitando valendo o Capando, mas os comentários, nada.
Porto Alegre, quase nova de maio.
terça-feira, maio 27, 2008
Mais uma do papado tradicionalista...
"Ao cumprimentá-lo, vimos pelo presente informar à Vossa Senhoria, que o Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG – tem a obrigação de preservar as tradições gaúchas e o dever de cumprir e fazer cumprir a Lei N° 12.567 que regulamenta os rodeios. Por issonão reconhece o 28° Rodeio de Osório, que se realizará nos dias 25 de maio a 1° de junho do corrente ano, pelo fato de que este evento não se enquadra nas normas e regulamentos desta Federação, no que se refere as apresentações contratadas para o mesmo e à comunicação do evento aos órgãos competentes, com 45 dias antes da sua realização" Fonte: Blog Roda de Chimarrão, ZH, Porto Alegre.
Será que eles ainda não perceberam que tradicionalismo também dá dinheiro!?
Porto Alegre, cheia de maio.
sexta-feira, maio 23, 2008
Sobre tradicionalismo e blogues
Buenas patrícios!
Despoes da ressolana de hoy, que me deixou meio baleado, resolvi depois de ler alguns blogues - cosa que não fazia há muito tempo - provocar um pouco essa indiada. Bueno, o que vejo na maioria dos blogues tradicionalistas é informação: datas de shows, festivais, rodeios e assim por diante, difícil mesmo é encontrar alguém que escreva algo de fundamento. Postar músicas, poesias e crias alheias é mui fácil, complicado mesmo é botar a cabeça pra funcionar e tentar produzir algo que possa contribuir para o tal "universo online". Creio que não seja apenas uma pretenção sonhadora, mas um intento que produziria uma reflexão e, talvez, um refinamento do que chamamos "cultura criolla". Aticei o bespero. ahora é com ustedes.
Porto Alegre, cheia de maio.
Despoes da ressolana de hoy, que me deixou meio baleado, resolvi depois de ler alguns blogues - cosa que não fazia há muito tempo - provocar um pouco essa indiada. Bueno, o que vejo na maioria dos blogues tradicionalistas é informação: datas de shows, festivais, rodeios e assim por diante, difícil mesmo é encontrar alguém que escreva algo de fundamento. Postar músicas, poesias e crias alheias é mui fácil, complicado mesmo é botar a cabeça pra funcionar e tentar produzir algo que possa contribuir para o tal "universo online". Creio que não seja apenas uma pretenção sonhadora, mas um intento que produziria uma reflexão e, talvez, um refinamento do que chamamos "cultura criolla". Aticei o bespero. ahora é com ustedes.
Porto Alegre, cheia de maio.
terça-feira, maio 20, 2008
Cuê pucha!
Buenas, patrícios!
Dizem que se o cavalo passa encilhado temos de montar, não sei bem ao certo se a máxima é verdadeira, o que me intriga é se o dito cujo "alimal" não cruza. Mais do que um desabafo é uma constatação de que, para a alguns, a presença desse maleva não ilusão. Que fazer? Bueno, alguns podem criar seus próprios potrilhos para, depois de muita luta, poderem montar, mas isso também muitas vezes não é possível. Fico sem resposta e se posto aqui é para, talvez, clarear as idéias.
De volta à lida um tanto encimesmado.
Porto Alegre, cheia de maio.
Dizem que se o cavalo passa encilhado temos de montar, não sei bem ao certo se a máxima é verdadeira, o que me intriga é se o dito cujo "alimal" não cruza. Mais do que um desabafo é uma constatação de que, para a alguns, a presença desse maleva não ilusão. Que fazer? Bueno, alguns podem criar seus próprios potrilhos para, depois de muita luta, poderem montar, mas isso também muitas vezes não é possível. Fico sem resposta e se posto aqui é para, talvez, clarear as idéias.
De volta à lida um tanto encimesmado.
Porto Alegre, cheia de maio.
quarta-feira, novembro 14, 2007
Bueno, segundo diz o meu avô "o homê vale pela palavra que tem", eu não poderia ir contra o que aprendi com ele. Por isso, mas não só, resolvi escrever um pouquito, enquanto tenteio um mate e um costilar de ovelha, que pinga graxa dentro do forno do fogão - infelizmente, ainda não tenho um fogo de chão na sala do apartamento. Também ninguém mandou vir morar na capital! Patrícios, encero agora, poes perciso temperar a ovelhita.
Porto Alegre, nova de novembro.
Porto Alegre, nova de novembro.
terça-feira, outubro 16, 2007
Ao retorno
Bueno, se vão cinco meses sem postar, mas tamo vivo. Não tem desculpa, embora esteja chovendo eitos. Mas que fazer!? Acho que alguns visitantes do Capando insitiram por meses e não encontrando nada, desistiram. Mas como quem tá vivo sempre posta, vortemô. Entonces, espero voltar a escrever com mais afinco... Quebra-costela a todos.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Notícias do Sul
Mais atrapalhado que bolacha em boca de desdentado é assim que ando...
Porto Alegre, nova do fevereiro.
Porto Alegre, nova do fevereiro.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Que pressa tamanha têm meus dedos por esses tic-tacs do teclado? É porque pensam coitados, que o barulho se assemelha a algo que troteia. Um potro, quem sabe. E, por isso, correm nessa ânsia louca, imaginando que estão indo ao encontro de alguém. Será que é por serem cegos que se comportam de tal forma!?
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Olha o cuião de toro....
Bah, mas faz falta uma bailanta aqui na capital de todos os gaúchos.
Faz falta aquela charla campeira regada a mateaços, prosa e pura empulhação.
Mas que saudade do galpão onde nos reuniamos em derredor de uma costela gorda, muy gaucha.
É os dias passam, o tempo se revesgueia e nóis vamos crescendo as unhas, só cozinhando o touro com os zóio, uma hora ele passa a lo largo, os taura se grudam no muque, o demônio caiu touro e levanta boi.
Abraço Largo,
Marcador.
Faz falta aquela charla campeira regada a mateaços, prosa e pura empulhação.
Mas que saudade do galpão onde nos reuniamos em derredor de uma costela gorda, muy gaucha.
É os dias passam, o tempo se revesgueia e nóis vamos crescendo as unhas, só cozinhando o touro com os zóio, uma hora ele passa a lo largo, os taura se grudam no muque, o demônio caiu touro e levanta boi.
Abraço Largo,
Marcador.
sábado, janeiro 13, 2007
O Tempo
O tempo anda solito, procurando alguém que o acompanhe, pois todos o acham mui difícil de conviver. Mas isso não é de hoje, há muito que o pobrezito anda de rusga com o pessoal: uns a reclamar de sua pressa em resolver as coisas, outros da lentidão com que se arrasta em determinados assuntos. Por conta disso, o infeliz vaga a procura de alguém. Outro dia encontrou um velho sentadito num cepo, pitando e foi se chegando... bueno, o resto da história é trágico, pois o velho tomou tamanho susto que ficou ali mesmo, para sempre... mas o tempo tem medos, um deles é desse tal "para sempre" e isso é rusga antiga: embora um não vive sem o outro, não se falam nem de brinquedo... assim, segue ensimesmado o velho-novo tempo, sempre a pensar sua sina ingrata de marcar os dias, horas, séculos, décadas... sem saber porque alguns o consideram seu maior inimigo.
domingo, dezembro 31, 2006
FELIZ ANO NOVO!!!
Bueno, patrícios não vou fazer nenhuma retrospectiva do ano, ou coisa parecida. Simplesmente, porque passou: desencilhado, o cavalo velho é largado no campo pra que passe seus últimos instantes a pastar...
Cruzei por cá somente para desejar a toda família Capando Touro a Unha, ficou bonito isso, um FELIZ ANO NOVO e, como diz o cumpadre maneador, sucesso na carreira...
Porto Alegre, nova de dazembro.
Cruzei por cá somente para desejar a toda família Capando Touro a Unha, ficou bonito isso, um FELIZ ANO NOVO e, como diz o cumpadre maneador, sucesso na carreira...
Porto Alegre, nova de dazembro.
terça-feira, dezembro 19, 2006
O que ocorre no Rio Grande do Sul parece estar indicando que, atualmente, para os gaúchos, só se chega a ser nacional através do regional, ou seja, para eles só é possível ser brasileiro sendo gaúcho antes. A identidade gaúcha é atualmente resposta não mais nos termos da tradição farroupilha, mas enquanto expressão de uma distinção cultural em um país onde os meios de comunicação de massa tendem a homogeneizar a sociedade culturalmente a partir de padrões muitas vezes oriundos da zona sul do Rio de Janeiro. (Ruben Oliven, A Parte e o Todo: A Diversidade Cultural no Brasil Nação. p. 128)
domingo, dezembro 17, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Mas não é que o índio só precisa de um empuranzito pra começar a charlar de novo. E eu que pensei que a tigrada, como diz o nosso ilustre Maneador, tinha se bandeado deste espaço. Entonces, bamô combiná o seguinte: ustedes não reclamam mais e eu das vez em quando coloco um post. Alas fresca! Grossura pouca é bobagem!
Porto Alegre, nova de novembro.
Porto Alegre, nova de novembro.
sábado, novembro 18, 2006
A chuva miúda tomou conta de Porto Alegre nesta manhã de sábado. E achei bueno, umas quantas veiz. Depois daquela ressolana de quarta e quinta-feira, não hay índio que fique sem dizer uma meia-dúzia de impropérios. Tenho andado encerrado que nem macau pra engorda, sentadito e estudando que nem um loco, mas fazer o quê!? Por isso, é que me descuidei do Capando, mas como ninguém reclamou... entonces, patrícios é mais ou menos por aí.
segunda-feira, novembro 06, 2006
Cruz del sur
Daniel Drexler
cruz del sur, ya encontré la salida
descubrí, que es tan simple la vida
no hay problema ni dolor tan importante
que no sea un punto distante
en la inmensidad
cruz del sur
cruz del sur, siempre habrá una salida
si brillás tiene un norte mi vida
no hay problema ni dolor tan agobiante
que no sea un punto distante
en la soledad
cruz del sur
Mui bueno o espetáculo que vimos ontem no Santander Cultural, Daniel Drexler... recomendo!!!
Daniel Drexler
cruz del sur, ya encontré la salida
descubrí, que es tan simple la vida
no hay problema ni dolor tan importante
que no sea un punto distante
en la inmensidad
cruz del sur
cruz del sur, siempre habrá una salida
si brillás tiene un norte mi vida
no hay problema ni dolor tan agobiante
que no sea un punto distante
en la soledad
cruz del sur
Mui bueno o espetáculo que vimos ontem no Santander Cultural, Daniel Drexler... recomendo!!!
sábado, outubro 21, 2006
De Luz e Sombra
Foi quando a tarde se estendeu lenta e solita
Que o fim do dia entregou toda a sua luz
E se acendeu uma luz escassa, e seus candeeiros
Clareando o rancho, e os dois braços de uma cruz.
Ficaram inquietas e tão móveis sobras velhas
Deixando tudo num silêncio de lamentos
Que a luz da lua percorreu o rancho inteiro
Por rasgos claros, desquinchados pelos ventos.
Ficou a sombra habitando, e seus fantasmas
Qual vultos negros, nas paredes, lentamente
Se escondendo frente aos olhos assustados
De um menino, que fui eu, antigamente!
Assim por tudo a uma sobra transponível
Que só o tempo a decifra, por seus trilhos...
Por isso a cruz abriu seus braços ao menino
Feito um abraço, de uma mãe, cuidando o filho.
Então o rancho foi ganhando claridade
Que iluminou-se pela fé que nos traz calma
E explicou aos olhos claros, que um menino:
Não teme a sombra, quem tem luz dentro da alma!
Porto Alegre, nova de outubro.
Que o fim do dia entregou toda a sua luz
E se acendeu uma luz escassa, e seus candeeiros
Clareando o rancho, e os dois braços de uma cruz.
Ficaram inquietas e tão móveis sobras velhas
Deixando tudo num silêncio de lamentos
Que a luz da lua percorreu o rancho inteiro
Por rasgos claros, desquinchados pelos ventos.
Ficou a sombra habitando, e seus fantasmas
Qual vultos negros, nas paredes, lentamente
Se escondendo frente aos olhos assustados
De um menino, que fui eu, antigamente!
Assim por tudo a uma sobra transponível
Que só o tempo a decifra, por seus trilhos...
Por isso a cruz abriu seus braços ao menino
Feito um abraço, de uma mãe, cuidando o filho.
Então o rancho foi ganhando claridade
Que iluminou-se pela fé que nos traz calma
E explicou aos olhos claros, que um menino:
Não teme a sombra, quem tem luz dentro da alma!
Porto Alegre, nova de outubro.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Capando Touro a Unha
Aponto na mangueira
Um maleva dum potro,
Inteiro no más,
O Maneador num pronto
Puxou do laço e das maneias:
Que pialo!
Foi num upa e o crinudo já tava maneado
No chão resfolegava
Num grito de ala pucha
Saltando por riba do alambrado
Se apresenta num sapucai.
O Castrador.
Que com habilidade de cirurgião
Desfaz o colhudo
O torna cavalo.
Nem bem a sanguera estancou,
Num upa e se bamô,
Com maestria dos que dominam a lida:
O Marcador
Põe na anca do malacara
As três letras das iniciais.
É quando aponta,
Curvadito no más,
Com jujos e manhas
Chega o Curador.
Estanca a sangria
Benzendo o maula, despoes.
Miram-se os quatro:
São trança do mesmo tento
Parceros pra toda lida.
E por isso que todo o dia
Teimam tanto em pelear.
Porto Alegre, nova de outubro.
Um maleva dum potro,
Inteiro no más,
O Maneador num pronto
Puxou do laço e das maneias:
Que pialo!
Foi num upa e o crinudo já tava maneado
No chão resfolegava
Num grito de ala pucha
Saltando por riba do alambrado
Se apresenta num sapucai.
O Castrador.
Que com habilidade de cirurgião
Desfaz o colhudo
O torna cavalo.
Nem bem a sanguera estancou,
Num upa e se bamô,
Com maestria dos que dominam a lida:
O Marcador
Põe na anca do malacara
As três letras das iniciais.
É quando aponta,
Curvadito no más,
Com jujos e manhas
Chega o Curador.
Estanca a sangria
Benzendo o maula, despoes.
Miram-se os quatro:
São trança do mesmo tento
Parceros pra toda lida.
E por isso que todo o dia
Teimam tanto em pelear.
Porto Alegre, nova de outubro.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Una virtud de mi protector me fue revelada en las tranquilas pláticas de fogón. Don
Segundo era un admirable contador de cuentos, y su fama de narrador daba nuevos prestigios a su ya admirada figura. Sus relatos introdujeran un cambio radical en mi vida. Seguía yo de día siendo un paisano corajudo y levantisco, sin temores ante los riesgos del trabajo; pero la noche se poblaba ya para mí de figuras extrañas y una luz mala, una sombra o un grito me traían a la imaginación escenas de embrujados por magias negras o magias blancas.
Porto Alegre, nova de outubro.
Segundo era un admirable contador de cuentos, y su fama de narrador daba nuevos prestigios a su ya admirada figura. Sus relatos introdujeran un cambio radical en mi vida. Seguía yo de día siendo un paisano corajudo y levantisco, sin temores ante los riesgos del trabajo; pero la noche se poblaba ya para mí de figuras extrañas y una luz mala, una sombra o un grito me traían a la imaginación escenas de embrujados por magias negras o magias blancas.
Porto Alegre, nova de outubro.
sábado, setembro 30, 2006
Entocado em casa. Bombeando pela janela e achando que a lida não tem muita serventia as vezes. Nenhum verso novo, as músicas que oiço são as mesmas, também. Bueno, mas amanhã tem carne gorda mal-assada no rancho de Castrado e isso é macanudo. Bamo, colocar a conversa em dia e tomar uns trago, felizmente. No mais, ando tocando cavalo.
Porto Alegre, nova de setembro.
Porto Alegre, nova de setembro.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Ando escrevendo poucas coisas de próprio punho no Capando, por faltar tempo, tanto quanto vontade. Mas algumas vezes bate uma saudade de trançar um tento e cá me ponho eu a charlar um pouquito. Nos últimos dias o tempo tem corrido largo, gostaria de saber quem foi que formou esse maldito parelheiro para correr tanto assim!? Bueno, outubro já está escarciando e eu tentando puxar o freio de setembro ainda. Mas como esse malacara não é bueno de boca, vai que é um tiro. Os contos do Silva Rillo têm sido a diversão que me tenho dado, embora eles sejam meu objeto de estudo para uma comunicação em uma jornada. No mais, os cavalos é que andam a me tocar... quem mandou encilhar um desdomado!?
Porto Alegre, nova de setembro.
Porto Alegre, nova de setembro.
domingo, setembro 24, 2006
Pedro Osório 2016 - Cidade Candidata
Kledir Ramil
Só porque vai sediar o Pan, o Rio quer também organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Não sei quem toma essas decisões, mas gostaria de apresentar uma proposta: a candidatura da cidade de Pedro Osório. Nada mais justo do que homenagear esse município que traz na sua origem o nome de Vila Olimpo. É uma cidade predestinada.
Nós, os gaúchos, somos o povo mais preparado para sediar os jogos, se levarmos em conta alguns fatores. Por exemplo, a tocha olímpica. Ninguém sabe fazer um fogo como nós. Qualquer índio velho junta umas achas de lenhas, acende um fósforo e pronto. E aí, aproveita o braseiro, enfia um naco de picanha gorda no espeto... Não há dúvida, seria uma olimpíada inesquecível.
É claro, teríamos que fazer algumas adaptações. As modalidades de esportes precisariam incorporar jogos com características mais regionais, como a Bocha, o Truco e o Jogo do Osso. O espírito olímpico do Barão de Coubertain - "o importante é competir" - teria que ser alterado para alguma coisa do tipo "não te fresqueia, bagual".
O Boxe poderia ser substituído pela Briga de Baile, mais emocionante. Só termina quando alguém abre a cabeça do outro com uma garrafa de cerveja. Nas artes marciais temos a Queda de Braço e a Guerra de Bosta. Tênis de Mesa, o tal do Ping-Pong, pra nós é jogo de criança. Já que tem diversão pra gurizada, podiam incluir também Bolinha de Gude, Pandorga e Bodoque com Caroço de Cinamomo. Arco e Flecha é barbada, é coisa de índio. A gente mexe com isso desde o tempo dos guaranis. E esse negócio de Ciclismo é passeio de bici. Vamos botar as mulheres pra disputar com eles. Agora, aquela corrida esquisita em que os homens ficam se requebrando com passos de mulherzinha, está proibida.
Natação terá Nado de Costa com Poncho em Açude, esporte para poucos. Hipismo vamos manter, o que não falta é cavalo pra Cancha Reta. Tiro ao alvo também, mirando uns maçanicos do banhado. A Esgrima vai usar adagas de verdade e não aqueles arames fininhos, sem graça. E se tocarem uma rancheira, melhor, a coisa vira Dança dos Facões.
Futebol será o de Campanha - com bota e espora - para se adaptar às condições do estádio, que durante a semana funciona como pastagem para o gado. A Ginástica Olímpica será substituída, com vantagens, por Chula e Chimarrita. E vamos promover alguns esportes até então considerados menores, como Cuspe em Distância, Peteleco e Halterocopismo.
Tudo isso sem falar da festa de abertura: som de 300 bombos legüeros, apresentação de Gisele Bündchen... E por aí vai. Vamos amadurecer a idéia. Não quero cantar vitória antes do tempo.
Porto Alegre, nova de setembro.
Kledir Ramil
Só porque vai sediar o Pan, o Rio quer também organizar os Jogos Olímpicos de 2016. Não sei quem toma essas decisões, mas gostaria de apresentar uma proposta: a candidatura da cidade de Pedro Osório. Nada mais justo do que homenagear esse município que traz na sua origem o nome de Vila Olimpo. É uma cidade predestinada.
Nós, os gaúchos, somos o povo mais preparado para sediar os jogos, se levarmos em conta alguns fatores. Por exemplo, a tocha olímpica. Ninguém sabe fazer um fogo como nós. Qualquer índio velho junta umas achas de lenhas, acende um fósforo e pronto. E aí, aproveita o braseiro, enfia um naco de picanha gorda no espeto... Não há dúvida, seria uma olimpíada inesquecível.
É claro, teríamos que fazer algumas adaptações. As modalidades de esportes precisariam incorporar jogos com características mais regionais, como a Bocha, o Truco e o Jogo do Osso. O espírito olímpico do Barão de Coubertain - "o importante é competir" - teria que ser alterado para alguma coisa do tipo "não te fresqueia, bagual".
O Boxe poderia ser substituído pela Briga de Baile, mais emocionante. Só termina quando alguém abre a cabeça do outro com uma garrafa de cerveja. Nas artes marciais temos a Queda de Braço e a Guerra de Bosta. Tênis de Mesa, o tal do Ping-Pong, pra nós é jogo de criança. Já que tem diversão pra gurizada, podiam incluir também Bolinha de Gude, Pandorga e Bodoque com Caroço de Cinamomo. Arco e Flecha é barbada, é coisa de índio. A gente mexe com isso desde o tempo dos guaranis. E esse negócio de Ciclismo é passeio de bici. Vamos botar as mulheres pra disputar com eles. Agora, aquela corrida esquisita em que os homens ficam se requebrando com passos de mulherzinha, está proibida.
Natação terá Nado de Costa com Poncho em Açude, esporte para poucos. Hipismo vamos manter, o que não falta é cavalo pra Cancha Reta. Tiro ao alvo também, mirando uns maçanicos do banhado. A Esgrima vai usar adagas de verdade e não aqueles arames fininhos, sem graça. E se tocarem uma rancheira, melhor, a coisa vira Dança dos Facões.
Futebol será o de Campanha - com bota e espora - para se adaptar às condições do estádio, que durante a semana funciona como pastagem para o gado. A Ginástica Olímpica será substituída, com vantagens, por Chula e Chimarrita. E vamos promover alguns esportes até então considerados menores, como Cuspe em Distância, Peteleco e Halterocopismo.
Tudo isso sem falar da festa de abertura: som de 300 bombos legüeros, apresentação de Gisele Bündchen... E por aí vai. Vamos amadurecer a idéia. Não quero cantar vitória antes do tempo.
Porto Alegre, nova de setembro.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Apenas por retoço...
Um dia, no pampa largo,
clarins de guerra tronaram
chamando à revolução.
Pelas estâncias e vilas
caudilhos juntavam gente
pra o entrechoque iminente
jogando irmão contra irmão.
João da Gaita, o andarengo,
mesmo pouco percebendo
qual o sentido da luta
também foi na reculuta
como vaqueano da tropa.
Quando os caudilhos gritavam
pela coragem dos tebas,
nas cargas de espada e lança
os cascos da cavalhada
multiplicavam tambores
no couro tenso do chão.
Era a luta - transformando
cada local de combate
num campo-santo onde as cruzes
eram o "esse" das adagas
espetadas contra o céu.
Nos fogões de acampamento,
pelos alces dos combates,
a velha gaita se abria
num responso varonil.
E a indiada lembrando bailes,
surungos de trocar passo,
ia marcando o compasso
na coronha do fuzil.
E João da Gaita pensava
olhando as mãos nas hileiras
que aquelas manoplas largas
por tempos de paz e guerra
tinham distinta função.
Pelos combates e encontros
empunhando adaga e lança,
semeando a destruição,
e nos descansos da luta
puxando a gaita manheira
nas comunhões de alegria
das rodas de chimarrão.
La fresca, não entendia
por que sina Deus lhe dera
duas funções tão distintas
para o mesmo par de mãos.
Porque a lo largo entendia
que pelear estava errado
quando no campo da luta
justava irmão contra irmão.
- Ah, se pudesse algum dia
ver a querência irmanada
sem que faltasse nenhum
num grande baile comum
à sombra de uma ramada
E ele de gaita estirada
que nem cobra em ressolana,
compassando a meia-canha
das polcas de relação...
Lá um dia percebeu,
para o seu entendimento
de índio meio bagual,
que o que chamavam "ideal"
era apenas, bem pensando,
ambição pura de mando
dos chefões da capital.
... daqueles que concitando
a gauchada ao combate
ficavam tomando mate
peleando só por jornal...
Cuê pucha e não é que os versos são do Rillo... que dirão os ortodoxos!!!
Porto Aelgre, nova de setembro.
clarins de guerra tronaram
chamando à revolução.
Pelas estâncias e vilas
caudilhos juntavam gente
pra o entrechoque iminente
jogando irmão contra irmão.
João da Gaita, o andarengo,
mesmo pouco percebendo
qual o sentido da luta
também foi na reculuta
como vaqueano da tropa.
Quando os caudilhos gritavam
pela coragem dos tebas,
nas cargas de espada e lança
os cascos da cavalhada
multiplicavam tambores
no couro tenso do chão.
Era a luta - transformando
cada local de combate
num campo-santo onde as cruzes
eram o "esse" das adagas
espetadas contra o céu.
Nos fogões de acampamento,
pelos alces dos combates,
a velha gaita se abria
num responso varonil.
E a indiada lembrando bailes,
surungos de trocar passo,
ia marcando o compasso
na coronha do fuzil.
E João da Gaita pensava
olhando as mãos nas hileiras
que aquelas manoplas largas
por tempos de paz e guerra
tinham distinta função.
Pelos combates e encontros
empunhando adaga e lança,
semeando a destruição,
e nos descansos da luta
puxando a gaita manheira
nas comunhões de alegria
das rodas de chimarrão.
La fresca, não entendia
por que sina Deus lhe dera
duas funções tão distintas
para o mesmo par de mãos.
Porque a lo largo entendia
que pelear estava errado
quando no campo da luta
justava irmão contra irmão.
- Ah, se pudesse algum dia
ver a querência irmanada
sem que faltasse nenhum
num grande baile comum
à sombra de uma ramada
E ele de gaita estirada
que nem cobra em ressolana,
compassando a meia-canha
das polcas de relação...
Lá um dia percebeu,
para o seu entendimento
de índio meio bagual,
que o que chamavam "ideal"
era apenas, bem pensando,
ambição pura de mando
dos chefões da capital.
... daqueles que concitando
a gauchada ao combate
ficavam tomando mate
peleando só por jornal...
Cuê pucha e não é que os versos são do Rillo... que dirão os ortodoxos!!!
Porto Aelgre, nova de setembro.
sábado, setembro 16, 2006
Essa é ótima...
Gaudérios fora da linha
Nem todos os integrantes do Acampamento Farroupilha seguem as rígidas normas estabelecidas pelo MTG
Espécie de prefeito do Acampamento Farroupilha, o coordenador de Nativismo da prefeitura de Porto Alegre, Nei Fagundes Machado, faz o diagnóstico: uma parcela dos tradicionalistas instalados nos piquetes no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho não observa as regras do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) quando veste os trajes gaúchos.
- Não exigimos, mas aconselhamos que os participantes respeitem as normas, porque o acampamento busca perpetuar nossas tradições - afirma.
A convite de Zero Hora, ele listou os principais pecados que observa pelas ruelas do parque. Também reuniu Maria Lucia Almeida dos Santos e Oscar Garrido, dois exemplos positivos, para apontar dicas de uso correto das indumentárias, conforme os princípios tradicionalistas.
Pecados ao vestir... qual será a próxima dos ortodoxos tradicionalistas!!!
Porto Algre, nova de setembro.
Gaudérios fora da linha
Nem todos os integrantes do Acampamento Farroupilha seguem as rígidas normas estabelecidas pelo MTG
Espécie de prefeito do Acampamento Farroupilha, o coordenador de Nativismo da prefeitura de Porto Alegre, Nei Fagundes Machado, faz o diagnóstico: uma parcela dos tradicionalistas instalados nos piquetes no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho não observa as regras do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) quando veste os trajes gaúchos.
- Não exigimos, mas aconselhamos que os participantes respeitem as normas, porque o acampamento busca perpetuar nossas tradições - afirma.
A convite de Zero Hora, ele listou os principais pecados que observa pelas ruelas do parque. Também reuniu Maria Lucia Almeida dos Santos e Oscar Garrido, dois exemplos positivos, para apontar dicas de uso correto das indumentárias, conforme os princípios tradicionalistas.
Pecados ao vestir... qual será a próxima dos ortodoxos tradicionalistas!!!
Porto Algre, nova de setembro.
terça-feira, setembro 12, 2006
Transcrevi o texto da música "Co´as espera torta" espero que seja assim mesmo...
quando eu chegar de volta
co´as espora torta e a tropilha mansa
trago um coração de freio
pronto pros arreio dessa moça
chega de domar tormentas
sesmarias pra enfrenar
tenho quem me aqueça o mate
quem não quer que eu vá
Porto Alegre, nova de setembro.
quando eu chegar de volta
co´as espora torta e a tropilha mansa
trago um coração de freio
pronto pros arreio dessa moça
chega de domar tormentas
sesmarias pra enfrenar
tenho quem me aqueça o mate
quem não quer que eu vá
Porto Alegre, nova de setembro.
quinta-feira, setembro 07, 2006
"Eu tinha uma vaquinha que se arrastava de pança, dava dez litros de leite e era flor de vaca mansa!" Foi esse o verso que eu larguei ontem durante a execução da música "Jogando Truco", no Solar dos Câmara. Grande apresentação - música de qualidade, com ótimos arranjos, ritmos e músicas incidentais bem usados e dissonâncias aplicadas na medida certa. Pirisca Grecco e seus três comparsas fizeram ontem algo que classifico como ímpar, como obra de arte. Desde as músicas intimistas até as mais largadas, àquelas de sapatear num bailado, todas muito bem tocadas e interpretadas. O público, com certeza, agradece. Eu, de lambuja, comprei um baita CD, Bem de Bem, que indico de oio fechado.
p.s. Visitem www.pirisca.com
Porto Alegre, cheia de setembro.
p.s. Visitem www.pirisca.com
Porto Alegre, cheia de setembro.
domingo, setembro 03, 2006
domingo, agosto 27, 2006
O Forasteiro
Vinícius Brum / Mauro Ferreira / Luiz Carlos Borges
Na sombra de um bolicho à beira estrada, daqueles que do mundo se perdeu
Encontra-se uma gente reunida, a espera de um chamado de seu Deus
Perfumes de bom fumo amarelido, paredes com suas almas penduradas
Paciências de um lugar envelhecido, e uma coragem de quem não tem nada
Apeia um forasteiro: o que é da vida responde o bolicheiro: está cansada
A gente de bombacha anda esquecida desiludida nos beirões da estrada
Buscamos nossa terra prometida um mundo pras crianças e pros velhos
O sul que nós sonhamos onde a vida devolva o que branqueou nossos cabelos
Mas cada ano a seca de janeiro, precede um novo inverno de asperezas
Parece que o destino do campeiro não pode pedir mais que pão na mesa
E aos poucos, o que diz o bolicheiro se multiplica em vozes pelo ar
E volta a se calar o forasteiro, junta o violão no peito pra cantar
Já vi quase de tudo em minha vida, a séculos que ando pela estrada
Vi a morte sobre a terra prometida, e a vida sobre a terra abandonada
Vi um homem pondo fogo na colheita, enquanto outro semeava num deserto
Já vi perto o que ontem era um sonho, e longe vi o que sempre fora certo
Um povo sonha Deus a sua imagem, e Deus devolve a terra a cada povo
Moldada no trabalho e na coragem que o povo usou pra levantar o sonho
Aqui é nosso inferno e paraíso, a vida é uma planta por cuidar
A que morrer por ela se preciso, o sul somente o sul pode salvar
Assim falou pro povo o forasteiro, depois montou e envolto num clarão
Sumiu emoldurado pela tarde, bem como o sol dissipa a serração
Uns dizem que mais altos que os cerros ele segue abençoando este rincão
Mas muitos acreditam que essa gente ouviu a voz do próprio coração
O certo é que um a um se foi às casas, por que havia uma planta por cuidar
Arar a terra a cada madrugada, para a semente que há de germinar
O homem faz seu Deus que faz o sonho, um sonho azul maior que este lugar
Na luz que vem dos olhos dessa gente, o sul um dia se iluminará
Porto Alegre, nova de agosto.
Na sombra de um bolicho à beira estrada, daqueles que do mundo se perdeu
Encontra-se uma gente reunida, a espera de um chamado de seu Deus
Perfumes de bom fumo amarelido, paredes com suas almas penduradas
Paciências de um lugar envelhecido, e uma coragem de quem não tem nada
Apeia um forasteiro: o que é da vida responde o bolicheiro: está cansada
A gente de bombacha anda esquecida desiludida nos beirões da estrada
Buscamos nossa terra prometida um mundo pras crianças e pros velhos
O sul que nós sonhamos onde a vida devolva o que branqueou nossos cabelos
Mas cada ano a seca de janeiro, precede um novo inverno de asperezas
Parece que o destino do campeiro não pode pedir mais que pão na mesa
E aos poucos, o que diz o bolicheiro se multiplica em vozes pelo ar
E volta a se calar o forasteiro, junta o violão no peito pra cantar
Já vi quase de tudo em minha vida, a séculos que ando pela estrada
Vi a morte sobre a terra prometida, e a vida sobre a terra abandonada
Vi um homem pondo fogo na colheita, enquanto outro semeava num deserto
Já vi perto o que ontem era um sonho, e longe vi o que sempre fora certo
Um povo sonha Deus a sua imagem, e Deus devolve a terra a cada povo
Moldada no trabalho e na coragem que o povo usou pra levantar o sonho
Aqui é nosso inferno e paraíso, a vida é uma planta por cuidar
A que morrer por ela se preciso, o sul somente o sul pode salvar
Assim falou pro povo o forasteiro, depois montou e envolto num clarão
Sumiu emoldurado pela tarde, bem como o sol dissipa a serração
Uns dizem que mais altos que os cerros ele segue abençoando este rincão
Mas muitos acreditam que essa gente ouviu a voz do próprio coração
O certo é que um a um se foi às casas, por que havia uma planta por cuidar
Arar a terra a cada madrugada, para a semente que há de germinar
O homem faz seu Deus que faz o sonho, um sonho azul maior que este lugar
Na luz que vem dos olhos dessa gente, o sul um dia se iluminará
Porto Alegre, nova de agosto.
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